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Mercado Segurador Cresce 8% em 2025 - Bradesco lidera Ranking e Porto mantém tradição no Auto

  SegCast   |     20 May 2026   |   Categoria:  Seguradoras

O mercado segurador brasileiro manteve trajetória de crescimento em 2025 e alcançou R$ 313,3 bilhões em receitas nos produtos de risco, avanço de 8% em relação ao ano anterior. Os dados fazem parte do estudo “Ranking das Seguradoras 2025”, elaborado pelo Sincor-SP, considerado uma das principais referências do setor.

O levantamento mostra um mercado cada vez mais concentrado nos grandes grupos seguradores, mas ainda marcado por forte dinamismo competitivo, crescimento de nichos especializados e expansão da cultura de proteção financeira no país.

Na liderança geral do ranking aparece o grupo Bradesco Seguros, com R$ 63,9 bilhões em receitas e participação de 20,4% do mercado. Na sequência vêm SulAmérica, com R$ 33 bilhões, e Porto Seguro, com R$ 30,9 bilhões.

O Top 10 do mercado segurador brasileiro em 2025 ficou assim:

Bradesco Seguros
SulAmérica
Porto Seguro
BB Seguros
Zurich Santander Seguros
HDI Seguros / Yelum
Tokio Marine Seguradora
Allianz Seguros
Mapfre Seguros
Caixa Seguridade

Seguro saúde acelera e lidera crescimento entre grandes segmentos

Entre os principais ramos, o destaque ficou para o seguro saúde, que movimentou R$ 87,1 bilhões em 2025, crescimento de 10% sobre o ano anterior. O segmento segue dominado por Bradesco Saúde e SulAmérica Saúde, que juntas concentram mais de 82% do mercado analisado.

O seguro de pessoas também avançou com força, atingindo R$ 80,3 bilhões em receitas, alta de 8%. Nesse segmento, além do domínio do Bradesco, chamou atenção a consolidação da Prudential do Brasil entre as líderes nacionais.

Já o ramo de riscos financeiros registrou uma das maiores expansões proporcionais do ano, crescendo 19% e alcançando R$ 10,5 bilhões. O avanço reflete o aumento da demanda por garantias, seguros de crédito e proteção em operações corporativas.

Porto Seguro mantém hegemonia no seguro automóvel

No segmento automóvel, um dos mais tradicionais do mercado brasileiro, a liderança segue com a Porto Seguro, responsável por 26,2% do setor, com receitas de R$ 16,1 bilhões.

Na sequência aparecem HDI Seguros/Yelum, Tokio Marine Seguradora e Allianz Seguros, evidenciando uma disputa cada vez mais intensa por inovação, digitalização e experiência do cliente.

O faturamento do seguro auto chegou a R$ 61,5 bilhões em 2025, crescimento de 7% sobre 2024.

Seguro rural recua em meio à redução de incentivos

Na contramão do crescimento geral, o seguro rural apresentou retração de 9%, encerrando o ano com R$ 12,9 bilhões em receitas. Segundo a análise econômica do estudo, a queda está relacionada principalmente à redução de incentivos públicos ao setor.

Mesmo com a retração, o BB Seguros manteve ampla liderança, concentrando mais de 62% do mercado rural brasileiro.

VGBL despenca e puxa queda do mercado ampliado

Embora os seguros de risco tenham crescido, o levantamento mostra que o mercado ampliado de seguros e previdência sofreu impacto relevante da queda do VGBL. O produto teve retração de 22%, passando de R$ 178,2 bilhões para R$ 139,3 bilhões.

De acordo com a análise do estudo, a mudança tributária e o cenário de juros elevados influenciaram diretamente o comportamento dos investidores e consumidores.

Mesmo assim, o setor mantém perspectiva positiva. O estudo aponta aumento da produtividade operacional das seguradoras, maior conscientização da população sobre proteção financeira e expansão da presença dos seguros em diferentes áreas da economia brasileira.

O mercado de seguros brasileiro parece viver uma espécie de “metamorfose silenciosa”: menos invisível, mais estratégico. Um setor que antes habitava apenas contratos e apólices agora ocupa também o centro das discussões sobre patrimônio, saúde, crédito, mobilidade e estabilidade financeira.

Para Luis Fernando di Marzio, COO da Corretou, o avanço do mercado segurador em 2025 mostra uma mudança importante no comportamento do consumidor brasileiro e na própria maturidade do setor.

“O seguro deixou de ser visto apenas como um produto de proteção patrimonial e passou a ocupar um espaço mais estratégico na vida das pessoas e das empresas. O crescimento consistente em segmentos como saúde, pessoas e riscos financeiros mostra um consumidor mais consciente sobre vulnerabilidade, planejamento e continuidade financeira”, afirma.

Segundo o executivo, o mercado vive uma transformação impulsionada por tecnologia, dados e novas experiências digitais. “As seguradoras que crescem hoje são aquelas que conseguem unir solidez financeira com conveniência, inteligência operacional e relacionamento próximo. O cliente quer contratação simples, atendimento rápido e proteção personalizada. Isso está redefinindo a competição no setor.”

Di Marzio também destaca que o crescimento de novas seguradoras e insurtechs amplia a competitividade e acelera a inovação. “O ranking mostra um mercado ainda concentrado, mas cada vez mais aberto para modelos especializados, digitais e nichados. Isso é saudável para o ecossistema e cria oportunidades importantes para corretores, plataformas e distribuidores.”

Para ele, o cenário para os próximos anos permanece positivo, apesar dos desafios econômicos. “Mesmo com juros elevados e oscilações em alguns segmentos, o mercado segurador brasileiro ainda possui enorme espaço de expansão. A tendência é que o seguro se torne cada vez mais integrado ao cotidiano das pessoas, quase como uma infraestrutura invisível de proteção financeira da sociedade.”

Escrito por SegCast em 20 May 2026 postado na categoria Seguradoras